fevereiro 29, 2008

Sentido de humor


por Andre Jordan
Para comprar: http://www.moo.com/

fevereiro 28, 2008

(des)Convicção

Casou com ela. Porque ela engravidou. Não lhe ocorreu outro atalho. Na sua cabeça de homem menino, entendeu, convictamente, que era o único caminho possível de ser trilhado. Sossegou quando tomou a decisão. Era verdade que era ainda um menino, mas, que diabo!, tinha a família disposta a ajudar, os amigos dispostos a ajudar, só podia correr bem.
Era ainda um menino. Tinha a vida de um menino; primeiros passos, ainda hesitantes, na profissão; saídas à noite, com a namorada (a que engravidou) e com os amigos, sempre em separado; sim, porque são dois mundos que não se devem misturar e, de qualquer maneira, a namorada não gostava muito de saídas à noite e ainda gostava menos dos amigos. Eram, aliás, dois mundos perfeitos: o rapaz que faz gala em sair só com os amigos, mas apregoando aos sete ventos que não é por nada, que só gosta de beber uns copos na companhias de machos como ele para falar de futebol e daqueles assuntos que os homens falam quando sozinhos, e uma rapariga que, depois de (pensa ela) ter encontrado o futuro marido (ainda namorado) já não é preciso sair à noite com ele, sorrir-lhe, dançar com (para) ele, enfim, seduzi-lo, fazer tudo o que fez e não parou de fazer enquanto não o conseguiu, ao rapaz; a rapariga que, qual perfeita donzela, cozinha, e feliz, depois do marido (ainda namorado) elogiar o cozinhado, não estranha que ele vá "ali só beber um cafézinho", enquanto ela se entretém com as lides novelescas.
Casaram, com casa pronta, bebé a caminho e tudo para correr bem. Ela, feliz porque o sentido da vida estava a formar-se, ele, feliz, porque é o dever de um homem, e nestas alturas o dever tem muito peso, o resto (as outras) logo se vê.
Nem mesmo quando a mãe dele, conhecedora da vida, o puxou para um cantinho, lhe deu um abraço, dizendo-lhe que nem tudo são deveres, que também é possível viver a vida tão livremente como um passarinho, mas sempre providenciando para que os filhotes sejam devidamente alimentados e agasalhados, nem aí, abandonou a ideia. Porque lá no fundo, tinha a convicção que estava a fazer a coisa certa e, claro está, ia correr bem.
Casaram, mas a vida que é extraordinária, preparou aos dois um futuro em nada semelhante ao que um e outro haviam ensaiado: três meses depois do casamento, ela sofreu um aborto espontâneo.
Continuaram juntos, porque, afinal de contas, também gostavam um do outro; porque ele continuava a ser o marido e filhos haviam de vir mais, porque ela até era boa dona de casa, cozinhava bem e não aborrecia quando ele queria seguir a farra com os amigalhaços.
Não tinham ainda passado outros três meses quando, um dia, ele pensou que não, que afinal não era aquela a vida que queria, não era aquela a mulher que queria, não eram aquelas saídas à noite que queria. Que diabo!, novamente pensou: ainda seria possível apaixonar-se à séria, ter uma namorada-mulher que gostasse de sair à noite, não precisar de sair só com os amigos à procura sabe-se lá do quê.
Quando assim pensou, concluiu que na sua vida só a profissão estava certa: então acabou o casamento, agarrou a profissão, pegou-lhe com jeitinho e fez-se à vida. De tal forma convicto, que mudou de terra, de país, deixou as amizades com promessas de duração eterna e partiu para uma nova aventura, longe de tudo o que conhecia.
Se correu bem? Conheceu novos mundos e vestiu-se de sucesso no trabalho. Os amores? Descobriu mulheres divertidas com quem é bom sair à noite, e que não engravidam assim sem mais nem menos. Conheceu uma e mais uma e ainda outra até que se apaixonou e viveu a paixão com a mesma convicção com que tinha marcado o dia do casamento. Mas, a vida que é extraordinária, reservara-lhe outros planos e a paixão não correu bem, chegou ao fim.
Hoje? Deixou de ter aquela convicção inabalável que o guiou nalgumas alturas da sua vida.
Mas é feliz.

fevereiro 25, 2008

Religiões à parte... Feminismos à parte...



"Cuida-te quando fizeres chorar uma mulher,
pois Deus conta as suas lágrimas.
A mulher foi feita da costela do homem,
não dos pés para ser pisada,
nem da cabeça para ser superior,
mas sim do lado, para ser igual,
debaixo do braço, para ser protegida
e do lado do coração para ser amada."

Talmud

fevereiro 22, 2008

16 anos depois...

Hoje, comprei uns Allstar com o meu namorado...
Os meus são brancos, os dele são verdes.
Se isto não é amor, não sei...

fevereiro 18, 2008

Conto de fadas #6

Fecho os olhos e revejo-te numa imensidão de branco amarrotado pelas marcas do amor.

Não me canso de te lembrar, de nos lembrar, em gestos tão simples, mas tão perfeitos como a partilha dum olhar, dum carinho ou de um beijo.

Fecho os olhos e lembro-me como volto a nascer nas carícias das tuas mãos, no enlevo do teu amor, no calor do teu desejo, naquele mundo que é só nosso, naquele mundo que nos agita, mas que nos serena, que nos faz adormecer de cansaço, mas que nos retempera e nos dá força para os outros dias.

Recordo os momentos em que nos perdemos, em que perdemos a razão e nos deixamos levar pelo querer dos nossos corpos, pela ânsia das nossas bocas, inebriados por uma paixão acesa numa noite de Verão.

Que todas as noites da nossa vida tenham o sabor daquela noite de Verão...

fevereiro 15, 2008

Senhoras e Senhores...




Eis a solução... O site http://www.scientificmatch.com/ oferece-vos o amor na vossa vida. Segundo um artigo publicado na revista Happy e após aturada pesquisa no mesmo, conclui-se que não, não se trata de mais um daqueles sítios de encontros, muito ao estilo norte-americano, mas que também já os há por cá, mas sim de uma base cientifica (?) para a coisa.

Então vamos lá: com base na teoria de que as pessoas se sentem atraídas pelo cheiro de companheiros com um sistema imunológico o mais diferente possível do seu e que tal informação e determinação pode ser feita através dos genes, os especialistas (?) da empresa que gere o site analisam uma amostra de ADN de uma pessoa, comparando posteriormente os seus dados com os de outras existentes na base de dados (?) para encontrar um parceiro com um sistema imunológico compatível.

No processo, os ditos especialistas analisam a correspondência química, a personalidade e as preferências pessoais. Cruzados todos os dados, a lista de companheiros compatíveis é fornecida ao cliente. Aí chegado, só será necessário ao cliente seleccionar o(s) que mais interesse despertar(em). Sempre com a garantia que todos são compatíveis.

Atenção, que os especialistas alertam que, sem a ajuda dos testes de ADN que realizam, poucas mulheres e homens vão ter hipóteses de alguma vez se cruzarem como companheiros compatíveis, estando, assim, a maioria das relações entre os casais condenada ao fracasso.

Pergunta-se, como conseguiu o mundo (entenda-se, homens e mulheres), até hoje, sobreviver sem a ajuda de tão precioso instrumento de "engate" (claro que tratando-se de um serviço sério, a denominação não é engate, mas relação!)?

Pergunta-se, e só funciona na vertente homem-mulher? E homem-homem? Ou mulher-mulher? Ah, está bem... é possível que a ciência não tenha ainda a capacidade de análise da compatibilidade do ADN de dois seres do mesmo sexo.

Eric Holze, o presidente dos ditos serviços não garante que se encontre o amor verdadeiro, mas apenas que os casais formados desta forma terão uma relação muito mais agradável. No entanto, assegura que os casais serão mais perfeitos(?), capazes de ter filhos mais felizes e saudáveis e menos propensos a traições.

Pergunta-se: e a paixão? o encantamento? o friozinho na barriga? as promessas de amor? a certeza incerta que nos faz apostar num amor eterno? Não, nada disto é necessário... afinal, trata-se de uma certeza científica!

Senhoras e senhores, o amor (científico, é certo) aguarda-vos... pela módica quantia de € 1.349,00 (o preço do serviço).

Atenção: os testes não funcionam para mulheres que tomem anticoncepcionais. Segundo aquele serviço, as mulheres nessa situação sentem-se atraídas pelas pessoas erradas. (Que alívio!! Ainda bem que, quando me apaixonei pelo amor da minha vida estava livre de substâncias contraceptivas!).

fevereiro 13, 2008

A magia acontece



"Sou guloso de ti..."

fevereiro 12, 2008

Gosto disto...


fevereiro 11, 2008

Planear

Definir estratégias, antecipar reacções... além de outros, fazem também parte do meu trabalho. Convencer alguém que em certo momento acredita profundamente que um mais um são dois, que, afinal, um mais um são três é um passo no caminho para uma eventual solução. Convencer alguém que afirma convictamente não querer ir por ali, quando ali é o único atalho possível para o desfecho desejado, que essa é, no final de contas, a sua vontade, é, na maior parte das vezes, tarefa aliciante e desafio convidativo.

No entanto, tudo é simples quando estamos no mundo dos negócios, dos contratos, dos ajustes, acordos e outros que tais cuja única substância, se bem apurada é o dinheiro, sempre o dinheiro.

Aí, racional e friamente, das duas uma: ou a lei permite ou não permite. Ops! Das três, uma: ou a lei permite, ou não permite, ou quando não permite, em vez de seguirmos uma linha recta, vamos em sentido enviesado - o que interessa é que o destino seja o mesmo.

Já o caso muda de figura quando, embora na área dos negócios, os mesmos passam a ser rotulados de familiares (sim, afinal o casamento civil é um negócio jurídico)... definir estratégias, antecipar reacções, ainda é possível.

Mas e quando chegamos ao limite dos limites, àquilo a que ninguêm no seu perfeito juízo deveria ter coragem de fazer, muito menos a outrém com quem partilhou, sei lá, 20 anos de vida, dois filhos e tudo o que de bom e de mau faz parte de um casal?

O que fazer quando a planificação passa a ser de sentimentos e o ensaio de emoções?

Não percebo, juro que não percebo como é possível querer fazer mal, mal autêntico a alguém que em determinado momento foi a pessoa mais importante da nossa vida e provavelmente, no calor da paixão, a melhor pessoa do mundo!

E alguém entende como aceitável envolver outras pessoas naquele arrazoado de sentimentos negativos, cruéis, de intrigas partilhadas, tudo com o único fito de, por forma absolutamente gratuita, pertubar o outro?

Onde se buscam a moderação, o comedimento, a sobriedade, a temperança necessárias? Onde se vendem? Onde?? Preciso de duas dúzias de cada, por favor!!

fevereiro 03, 2008

Sabes o que me apetecia?


Perder-me em ti...

Domingando...


fevereiro 02, 2008

O sorriso


"Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso,
Correr, navegar, morrer naquele sorriso."

Eugénio de Andrade

fevereiro 01, 2008

Sabes o que me faz ficar acordada?


desejo, do lat. desidiu, vontade; apetite; anseio.
in http://www.infopedia.pt/

Tão simples!


clique para aumentar: as letras pequeninas são imperdíveis
roubado de [ momentos ].