No entanto, tudo é simples quando estamos no mundo dos negócios, dos contratos, dos ajustes, acordos e outros que tais cuja única substância, se bem apurada é o dinheiro, sempre o dinheiro.
Aí, racional e friamente, das duas uma: ou a lei permite ou não permite. Ops! Das três, uma: ou a lei permite, ou não permite, ou quando não permite, em vez de seguirmos uma linha recta, vamos em sentido enviesado - o que interessa é que o destino seja o mesmo.
Já o caso muda de figura quando, embora na área dos negócios, os mesmos passam a ser rotulados de familiares (sim, afinal o casamento civil é um negócio jurídico)... definir estratégias, antecipar reacções, ainda é possível.
Mas e quando chegamos ao limite dos limites, àquilo a que ninguêm no seu perfeito juízo deveria ter coragem de fazer, muito menos a outrém com quem partilhou, sei lá, 20 anos de vida, dois filhos e tudo o que de bom e de mau faz parte de um casal?
O que fazer quando a planificação passa a ser de sentimentos e o ensaio de emoções?
Não percebo, juro que não percebo como é possível querer fazer mal, mal autêntico a alguém que em determinado momento foi a pessoa mais importante da nossa vida e provavelmente, no calor da paixão, a melhor pessoa do mundo!
E alguém entende como aceitável envolver outras pessoas naquele arrazoado de sentimentos negativos, cruéis, de intrigas partilhadas, tudo com o único fito de, por forma absolutamente gratuita, pertubar o outro?
