dezembro 31, 2007

Feliz Ano Novo

Sísifo

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga

O ano não podia acabar sem que estas palavras aqui estivessem...

dezembro 30, 2007

Conto de fadas #4

É indescritível o que o amor entre um homem e uma mulher provoca.
É indescritível o que estou a sentir.
Faltam breves instantes para (re) encontrar o amor da minha vida.
Não tenho palavras, apenas este sorriso que teima em não desaparecer.

dezembro 28, 2007

...

I don't want to live like before anymore
Now I know what life is for
I want to live for pleasure, in peace beside you, somewhere

Special dinner by candlelight
To feel your body part of mine
You're guessing what I need
I'm giving you a wonderful time, we enjoy life

Night night, night inside your eyes
People are walking alone and I'm waiting for you, only you

Ive Mendes, "Night Night"

dezembro 24, 2007

Feliz Natal

dezembro 20, 2007

2007 - o meu

Como disseste um dia, meu amor, 2007 foi um ano generoso.

Apesar de um dia ou outro mais cinzento ou mais turbulento ou mais triste, 2007 juntou-se em doze meses que passaram num ápice e que na voracidade que caracteriza o tempo, me fizeram bem.

Um a um, e vistos agora, parece que cada mês assumiu, na minha vida, um papel a desempenhar; parece que cada um dos meses se encaminhou para o seguinte, conduzindo-me numa espiral de acontecimentos que, efectuadas as devidas adições e subtracções, coloriu os meus dias de cores que me agradam muito.

2007 foi, de facto, um ano generoso; tanto que, por vezes, penso que não quero que acabe. Tão generoso que só a promessa da concretização de um amor único pode fazer com que, na noite de 31 de Dezembro, eu queira virar a página do calendário.

Mas essa promessa, minha, é também tua, não é, meu amor?

2007

Falta uma dezena de dias para acabar o ano. Parece ser tempo de balanço, de reflexão a julgar por tudo o que se ouve por aí. Na televisão fazem-se retrospectivas, listam-se acontecimentos à escala nacional e/ou mundial dignos de, por bem ou por mal, figurarem na memória do ano que finda. Nos jornais, publicam-se fotos que pretendem registar momentos, novamente, por bem ou por mal, inolvidáveis.

Em qualquer conversa de amigos, ouvem-se comentários ao que de bom lhes aconteceu ou ao que de mal lhes sucedeu. Nada de novo, apenas o que pode acontecer a qualquer um de nós: um novo casamento, um divórcio a mais no currículo, um filho (ou dois ou três!), um novo trabalho, uma nova casa, alguém que se perdeu porque a vida tem prazo de validade.

E as resoluções de ano novo?... Essas são omnipresentes: já não é segunda feira que a senhora do restaurante começa a dieta, mas sim no ano novo, já não é nas férias que o senhor que, amavelmente, nos traz o pequeno almoço, vai deixar de fumar, mas sim no ano novo e aquela amiga que há séculos nos promete fazer companhia no ginásio vai, sem margem para qualquer dúvida, começar a frequentá-lo assiduamente, no ano novo.

Tratando-se apenas de mais um dia no calendário que alguém elegeu como sendo aquele que rege o nosso tempo, colocamos, invariavelmente, muito peso num ano novo, guardamos expectativas, ambições, planos e projectos para um novo início quando esse começar depende apenas da nossa vontade e pode dar-se exactamente às 17H23 do dia 14 de Outubro de um qualquer ano.

dezembro 17, 2007

Saudade #2

dezembro 14, 2007

Saudade

dezembro 06, 2007

Estado em que me encontro


de António Manuel P. Silva
Cansada...