Falta uma dezena de dias para acabar o ano. Parece ser tempo de balanço, de reflexão a julgar por tudo o que se ouve por aí. Na televisão fazem-se retrospectivas, listam-se acontecimentos à escala nacional e/ou mundial dignos de, por bem ou por mal, figurarem na memória do ano que finda. Nos jornais, publicam-se fotos que pretendem registar momentos, novamente, por bem ou por mal, inolvidáveis.
Em qualquer conversa de amigos, ouvem-se comentários ao que de bom lhes aconteceu ou ao que de mal lhes sucedeu. Nada de novo, apenas o que pode acontecer a qualquer um de nós: um novo casamento, um divórcio a mais no currículo, um filho (ou dois ou três!), um novo trabalho, uma nova casa, alguém que se perdeu porque a vida tem prazo de validade.
E as resoluções de ano novo?... Essas são omnipresentes: já não é segunda feira que a senhora do restaurante começa a dieta, mas sim no ano novo, já não é nas férias que o senhor que, amavelmente, nos traz o pequeno almoço, vai deixar de fumar, mas sim no ano novo e aquela amiga que há séculos nos promete fazer companhia no ginásio vai, sem margem para qualquer dúvida, começar a frequentá-lo assiduamente, no ano novo.
Tratando-se apenas de mais um dia no calendário que alguém elegeu como sendo aquele que rege o nosso tempo, colocamos, invariavelmente, muito peso num ano novo, guardamos expectativas, ambições, planos e projectos para um novo início quando esse começar depende apenas da nossa vontade e pode dar-se exactamente às 17H23 do dia 14 de Outubro de um qualquer ano.
Em qualquer conversa de amigos, ouvem-se comentários ao que de bom lhes aconteceu ou ao que de mal lhes sucedeu. Nada de novo, apenas o que pode acontecer a qualquer um de nós: um novo casamento, um divórcio a mais no currículo, um filho (ou dois ou três!), um novo trabalho, uma nova casa, alguém que se perdeu porque a vida tem prazo de validade.
E as resoluções de ano novo?... Essas são omnipresentes: já não é segunda feira que a senhora do restaurante começa a dieta, mas sim no ano novo, já não é nas férias que o senhor que, amavelmente, nos traz o pequeno almoço, vai deixar de fumar, mas sim no ano novo e aquela amiga que há séculos nos promete fazer companhia no ginásio vai, sem margem para qualquer dúvida, começar a frequentá-lo assiduamente, no ano novo.
Tratando-se apenas de mais um dia no calendário que alguém elegeu como sendo aquele que rege o nosso tempo, colocamos, invariavelmente, muito peso num ano novo, guardamos expectativas, ambições, planos e projectos para um novo início quando esse começar depende apenas da nossa vontade e pode dar-se exactamente às 17H23 do dia 14 de Outubro de um qualquer ano.
