outubro 28, 2007

Interrogações



Porque será tão difícil às pessoas acreditar que estamos (estou) no caminho certo? Que é esta a minha vida e que é isto que quero?

Como explicar a alguém que nos quer bem (do querer bem genuíno, verdadeiro) que estou feliz e que sim, é verdade, estou apaixonada como nunca estive?

Mesmo quando me respondes que este momento é um instante na minha vida, que nunca, mas nunca fui assim (tu que me conheces tão bem), que não assenta na minha maneira de ser, na racionalidade que sempre marcou a minha vida...

É verdade, pela primeira vez algo fugiu à forma como sempre vivi a minha vida, mas também pela primeira vez as dúvidas eclipsaram-se, as certezas instalaram-se e pela primeira vez vivi momentos que julgava distantes, fantasiosos, porque demasiado ambiciosos (achava eu!)...

Porque será tão difícil acreditares em mim quando te digo que não, não foi demasiado rápido, porque há certezas e sentimentos e emoções que não escolhem horas, nem se adequam aos nossos tempos, ou aos tempos que, um dia, escolhemos para nós... Porque esta plenitude não escolhe o momento que julgamos o mais adequado, mas ao contrário, bate-nos à porta quando menos esperamos...

Porque sim, é verdade, corro o risco de me ferir, de um dia acordar desenganada... Mas tudo o que já vivi aguenta bem esse risco... e não, não é uma ilusão...

De tudo e como não alcancei vitória, porque não te persuadi que quero este momento para sempre e que o vou viver para sempre, ficou a tua promessa do ombro amigo para carpir o desgosto que tu teimas em apostar no meu caminho.

Um dia, vou poder não te dar razão e dizer-te que eu sabia, que esta firmeza vem dum lugar distante, mas que existe, que é real...

Nesse dia, vou gostar de abraçar e de te dizer que também estou muito feliz por ti, porque aí, vou ver-te chegar a esse mesmo lugar na companhia de alguém que há-de surgir na tua vida e que será tão especial como tu.