
De que cor é o amor?
Ou terá todas as cores ou só uma?
Rosa, como os primeiros... os da escola primária ou do início da adolescência, em que o peito se enche com um olhar, um bilhetinho trocado, um dar de mãos, um sorriso... parecendo eterno naquela eternidade que marca anos tão verdes e tão puros?
Azul, cor da tranquilidade quando depois daquela paixão inicial, trilhamos um caminho juntos, partilhando muitas vezes durante algum tempo, que, à data, pretendemos para sempre, experiências, modos de ver o mundo, modos de viver o mundo, numa identificação que julgamos plena, mas que depois, seja por que for, se revela incapaz de satisfazer as nossas vontades?
Negro, porque para lá caminhámos ou para lá fomos levados e damos por nós num beco sem saída, ou sem outra saída que não seja o encerrar da ilusão do "... e viveram felizes para sempre."?
Vermelho, cor do sangue e da paixão, quando naturalmente não é amor, mas desejo puro que, depois de algumas vezes saciado, se revela, uma vez mais, demasiado imperfeito para viver só por si, mas que, se acompanhado por uma outra qualquer cor, nos pode levar ao êxtase?
Verde, cor da esperança, porque não felizes, vivemos, contudo, na expectativa, tantas vezes, vã, de alcançarmos a plenitude, a satisfação integral e sem reservas dos nossos anseios através do outro, daquele que nos devia completar... ou então, porque vivemos a aguardar o dia de amanhã, porque é amanhã que vamos estar com o nosso amor?
Amarelo, cor da preguiça, quando nos deixamos arrastar por uma indolência sem fim à vista e sustentamos o que já não tem sustentação possível... ou, quando pelo contrário, preguiçamos a dois, aninhados nos braços da ternura e do carinho?
Sabendo que o negro, adjectivo, do lat. nigru, do que se carateriza pela ausência de cor, por receber a luz e não a reflectir...
O meu é de todas as cores...
Rosa, porque voltei à adolescência, porque um olhar me enche o peito, porque um sorriso me enche a alma, porque voltei a acreditar que vai durar para sempre...
Ou terá todas as cores ou só uma?
Rosa, como os primeiros... os da escola primária ou do início da adolescência, em que o peito se enche com um olhar, um bilhetinho trocado, um dar de mãos, um sorriso... parecendo eterno naquela eternidade que marca anos tão verdes e tão puros?
Azul, cor da tranquilidade quando depois daquela paixão inicial, trilhamos um caminho juntos, partilhando muitas vezes durante algum tempo, que, à data, pretendemos para sempre, experiências, modos de ver o mundo, modos de viver o mundo, numa identificação que julgamos plena, mas que depois, seja por que for, se revela incapaz de satisfazer as nossas vontades?
Negro, porque para lá caminhámos ou para lá fomos levados e damos por nós num beco sem saída, ou sem outra saída que não seja o encerrar da ilusão do "... e viveram felizes para sempre."?
Vermelho, cor do sangue e da paixão, quando naturalmente não é amor, mas desejo puro que, depois de algumas vezes saciado, se revela, uma vez mais, demasiado imperfeito para viver só por si, mas que, se acompanhado por uma outra qualquer cor, nos pode levar ao êxtase?
Verde, cor da esperança, porque não felizes, vivemos, contudo, na expectativa, tantas vezes, vã, de alcançarmos a plenitude, a satisfação integral e sem reservas dos nossos anseios através do outro, daquele que nos devia completar... ou então, porque vivemos a aguardar o dia de amanhã, porque é amanhã que vamos estar com o nosso amor?
Amarelo, cor da preguiça, quando nos deixamos arrastar por uma indolência sem fim à vista e sustentamos o que já não tem sustentação possível... ou, quando pelo contrário, preguiçamos a dois, aninhados nos braços da ternura e do carinho?
Sabendo que o negro, adjectivo, do lat. nigru, do que se carateriza pela ausência de cor, por receber a luz e não a reflectir...
O meu é de todas as cores...
Rosa, porque voltei à adolescência, porque um olhar me enche o peito, porque um sorriso me enche a alma, porque voltei a acreditar que vai durar para sempre...
Azul, porque ao mesmo tempo que me agita, que me estimula, traz-me uma serenidade já experimentada, mas a solo, nunca acompanhada... uma quietação sem a qual já não posso e não quero viver, porque me faz bem à alma...
Vermelho, porque quase me mata de desejo, de paixão, de cobiça por um corpo que, quando junto ao meu me deixa inteira...
Verde, porque creio firmemente que vai ser amanhã e depois de amanhã e depois de depois de amanhã que vou poder desfrutar plenamente, pela presença física, do meu amor por completo...
Amarelo, porque o "dolce far niente" na companhia do meu amor é a melhor coisa do mundo...
