
Era isto... Era mesmo isto...
Se pudesse, agarrava-o e sem ouvir qualquer palavra que lhe lembrasse alguma racionalidade, seria para ali que o encaminharia. Para ali e de encontro a si, a tudo o que dois corpos apaixonados se podem provocar mutuamente.
Mutuamente, porque e sem qualquer dúvida, momentos havia em que eram dois num só, em que o mundo parecia pequeno para as pontas dos dedos de ambos, juntos numa ânsia repleta de desejo.
Desejo, porque o mais simples dos toques trazia-lhe a ela, mil cambiantes de prazer.
Prazer, porque por mais que rebuscasse nas brumas da memória, não tinha, até ele, viajado naquele enlevo que agora, porque o tinha provado, queria para toda a vida.
Vida, porque sentia que era isto...
Era mesmo isto...
E aí, não estava a pensar na praia, nem na água de tom anil, nem na rede que parecia aguardar apenas a presença de duas figuras que pudessem completar tão intensa fantasia...
