outubro 03, 2007

Fantasia



Era isto... Era mesmo isto...

Se pudesse, agarrava-o e sem ouvir qualquer palavra que lhe lembrasse alguma racionalidade, seria para ali que o encaminharia. Para ali e de encontro a si, a tudo o que dois corpos apaixonados se podem provocar mutuamente.

Mutuamente, porque e sem qualquer dúvida, momentos havia em que eram dois num só, em que o mundo parecia pequeno para as pontas dos dedos de ambos, juntos numa ânsia repleta de desejo.

Desejo, porque o mais simples dos toques trazia-lhe a ela, mil cambiantes de prazer.

Prazer, porque por mais que rebuscasse nas brumas da memória, não tinha, até ele, viajado naquele enlevo que agora, porque o tinha provado, queria para toda a vida.

Vida, porque sentia que era isto...

Era mesmo isto...

E aí, não estava a pensar na praia, nem na água de tom anil, nem na rede que parecia aguardar apenas a presença de duas figuras que pudessem completar tão intensa fantasia...