novembro 25, 2007

Não esquecer... ou um post-it sobre como evitar tempestades

Respirar fundo... várias vezes. Sempre.

Lembrar que a minha vida é feita à minha medida: nos sentimentos, experimento agora o que sempre quis; vivo no limiar do amor, da paixão e do desejo num dia-a-dia que quero para a vida e que, generosamente, me dá a medida daquilo que é completo. Na profissão, a agitação necessária, se bem que, por vezes excessiva, mas que, no fim, acaba por me fazer sentir recompensada, privilegiada.

Na margem de tudo o que me deve rodear, amizades genuínas, da vida e para a vida; um espaço catalizador de boa energia onde me encontro, onde me refugio e onde o bem- estar é palavra de ordem.

Por isso,

Lembrar (sempre) que o reflexo da mágoa é a imediata protecção de mim, com tudo o que daí advenha: o afastamento, o não querer saber. Lembrar (sempre) que essa protecção não faz de mim pior pessoa, apenas me salvaguarda do que não posso mudar porque não depende da minha vontade, mas que não quero na minha vida.

Não esquecer (nunca) seja pela passagem do tempo, seja pelo óbvio exercício de insensibilidade, de estar atenta e disponível para qualquer mudança que possa provocar uma aproximação, mas autêntica, não fingidora de uma harmonia que não passa, uma vez mais, de uma miragem.

Colocar de lado a culpa, aceitar (finalmente) que não tenho poderes mágicos nem varinha de condão que possam trazer a vivência sã, acolhedora e pacífica que sempre desejei.

E posto isto, ponto.