Será tudo à nossa volta tão frágil como aparenta ser?
Seremos nós próprios feitos de pedaços de luz e cor e sombra que, a qualquer momento, se podem desintegrar, tornando-nos não sabemos exactamente em quê?
E o que nos rodeia? Não as coisas, porque essas serão sempre as menos importantes na nossa vida... Mas aquilo que nos mantém unidos às outras pessoas, os sentimentos, as emoções, aqueles elos de ligação, de amor, de ódio, de indiferença... Serão igualmente feitos de fulgores, de cintilações que, a alturas tantas se esvaeim, muitas vezes nada deixando e levando a interrogar-nos se gostámos mesmo de alguém ou se não gostámos? Transformando aquilo que foi a nossa vida, ou aquilo que foi por nós acalentado e acarinhado vezes sem conta numa expressão de menor significado, quase irreal, por não parecer ter sido vivida?
Será a fragilidade uma constante dos sentimentos? Sim, claro que os mesmos sentimentos têm que ser alimentados (blá, blá); mas e quando o são (convenientemente alimentados e acarinhados), mas mesmo assim surge o vazio, simplesmente porque algo falhou? Uma expectativa, tão somente? Seremos tão egoístas ao ponto de deixar cair aquilo que nos alimentou durante algum tempo apenas porque não foram cumpridos todos os nossos desejos (e no caso, um em particular)?
Ou, pelo contrário, a fragilidade unicamente se revela se nós deixarmos, se deixarmos de cuidar daquele sentimento que nos preenche a alma (amor ou ódio, tanto faz)?
Já te disse tudo isto e porque, desta vez, cabe-me a mim fazer o papel de consciência, digo-te novamente, com toda a crueldade que aparentam as minhas palavras: só serás infeliz se quiseres; de outra forma, deves carregar em ti o peso do contentamento, fazendo primeiro de ti uma pessoa irremediavelmente feliz e quem sabe? (lugar comum) talvez...
Seremos nós próprios feitos de pedaços de luz e cor e sombra que, a qualquer momento, se podem desintegrar, tornando-nos não sabemos exactamente em quê?
E o que nos rodeia? Não as coisas, porque essas serão sempre as menos importantes na nossa vida... Mas aquilo que nos mantém unidos às outras pessoas, os sentimentos, as emoções, aqueles elos de ligação, de amor, de ódio, de indiferença... Serão igualmente feitos de fulgores, de cintilações que, a alturas tantas se esvaeim, muitas vezes nada deixando e levando a interrogar-nos se gostámos mesmo de alguém ou se não gostámos? Transformando aquilo que foi a nossa vida, ou aquilo que foi por nós acalentado e acarinhado vezes sem conta numa expressão de menor significado, quase irreal, por não parecer ter sido vivida?
Será a fragilidade uma constante dos sentimentos? Sim, claro que os mesmos sentimentos têm que ser alimentados (blá, blá); mas e quando o são (convenientemente alimentados e acarinhados), mas mesmo assim surge o vazio, simplesmente porque algo falhou? Uma expectativa, tão somente? Seremos tão egoístas ao ponto de deixar cair aquilo que nos alimentou durante algum tempo apenas porque não foram cumpridos todos os nossos desejos (e no caso, um em particular)?
Ou, pelo contrário, a fragilidade unicamente se revela se nós deixarmos, se deixarmos de cuidar daquele sentimento que nos preenche a alma (amor ou ódio, tanto faz)?
Já te disse tudo isto e porque, desta vez, cabe-me a mim fazer o papel de consciência, digo-te novamente, com toda a crueldade que aparentam as minhas palavras: só serás infeliz se quiseres; de outra forma, deves carregar em ti o peso do contentamento, fazendo primeiro de ti uma pessoa irremediavelmente feliz e quem sabe? (lugar comum) talvez...
